Produtores rurais de ovinos da raça Morada Nova participaram na última quinta-feira (5) da solenidade de encerramento do terceiro teste de desempenho de reprodutores. O teste integra as ações do projeto Núcleo de Conservação e Melhoramento Genético da Raça Morada Nova, executado pela Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral, CE). O evento, que aconteceu na fazenda Ilha Grande, em Morada Nova (CE) foi organizado pela Associação Brasileira de Criadores da Raça Morada Nova (ABMOVA).
O teste avaliou, entre 29 de julho e 4 de novembro, um total de 36 cordeiros, de quatro a seis meses de idade, de 13 diferentes criatórios. Os animais foram confinados na fazenda Ilha Grande, onde todos receberam o mesmo manejo e cuidados veterinários e foram submetidos a avaliações que levaram em conta critérios como o ganho de peso no período, espessura de gordura, perímetro escrotal, entre outros, para identificar aqueles com maior potencial para reprodução. Ao total, seis animais foram classificados como de "elite" - categoria de melhor desempenho - e outros dez tiveram desempenho considerado "superior".
"Neste terceiro teste, tivemos seis animais com desempenho de elite, cada um deles pertencente a uma propriedade rural diferente. É indício de que em cada rebanho poderemos encontrar animais que contribuam para as ações de melhoramento e variabilidade genética previstas no projeto", ressaltou o médico veterinário Olivardo Facó, pesquisador da Embrapa Caprinos e Ovinos que lidera o projeto. Onze animais de melhor classificação no teste serão levados para a Embrapa, para efetuar coleta de sêmen, a ser armazenado no banco de sêmen do projeto.
Na avaliação dos produtores, as ações do projeto têm estimulado a atividade e resgatado o uso da raça Morada Nova, que chegou a correr risco de desaparecimento. O projeto Núcleo de Conservação e Melhoramento Genético da Raça Morada Nova trabalha com 11 rebanhos de três municípios cearenses (Morada Nova, Limoeiro do Norte e Jaguaretama), reunindo um total de 437 matrizes e 45 reprodutores da raça Morada Nova. O objetivo é caracterizar geneticamente a raça, de maneira a valorizar os animais por meio da divulgação das suas características, da manutenção da variabilidade genética e do melhoramento genético, contribuindo para o desenvolvimento da ovinocultura de corte nordestina.
Segundo Olivardo Facó, a realização dos testes de desempenho, além de dar subsídios para que os produtores comparem os méritos genéticos de seus animais, é importante por estimular o associativismo e a participação dos pecuaristas. "Eventos dessa natureza servem também como fórum de discussão, onde os criadores discutem seus problemas, promove-se a integração e se fomenta o aspecto do cooperativismo. Só com a cooperação dos produtores, este projeto pode ser bem sucedido. Uma raça não se conserva se não pela sua utilização. Qualquer projeto de pesquisa com este objetivo será limitado, se os animais não estiverem nos sistemas de produção", acrescentou o pesquisador.
As informações são da Embrapa Caprinos e Ovinos, resumidas e adaptadas pela Equipe FarmPoint.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Material genético de qualidade valoriza o rebanho
O aumento da produtividade de um rebanho está relacionado com a qualidade do material genético usado na propriedade. Assegurar ao produtor rural a procedência e a sanidade de sêmen e embriões adquiridos, com o objetivo de incrementar a produção, é a prioridade da Divisão de Fiscalização de Material Genético Animal (DMG/Dfip) da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA).
Para isso, é fundamental que o produtor se conscientize da importância de adquirir material genético somente de empresas registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Atualmente, estão registrados 2050 estabelecimentos que produzem e comercializam material genético de bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, equídeos, suínos, aves e bicho-da-seda. O registro no Mapa é obrigatório para esses estabelecimentos.
Os animais doadores de sêmen devem estar inscritos no banco de dados da SDA. "A inscrição dos reprodutores permite a rastreabilidade e a fiscalização da produção de sêmen de um determinado animal", explica o chefe substituto da DMG, Gilmar Leite. Antes da coleta do sêmen, o animal passa por uma série de exames sanitários, de identificação genética e desempenho zootécnico que asseguram a identidade e a qualidade do produto.
A DMG controla as centrais de coleta e processamento e o comércio de sêmen e de embriões no País. Também monitora os exames sanitários dos animais doadores desses produtos. O controle é a garantia de que o material adquirido contribuirá com segurança para o incremento genético dos rebanhos e da produtividade da pecuária nacional. Os estabelecimentos são obrigados a encaminhar, mensalmente à DMG, relatórios de produção e comercialização. Fiscais federais agropecuários do Mapa realizam auditorias nas empresas, em média, a cada seis meses.
Acesse o site do Mapa no endereço "www.agricultura.gov.br" para consultar os estabelecimentos registrados e os animais inscritos. Clique no link "Serviços" e, em seguida, em "Material genético animal".
As informações são do Mapa.
Para isso, é fundamental que o produtor se conscientize da importância de adquirir material genético somente de empresas registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Atualmente, estão registrados 2050 estabelecimentos que produzem e comercializam material genético de bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, equídeos, suínos, aves e bicho-da-seda. O registro no Mapa é obrigatório para esses estabelecimentos.
Os animais doadores de sêmen devem estar inscritos no banco de dados da SDA. "A inscrição dos reprodutores permite a rastreabilidade e a fiscalização da produção de sêmen de um determinado animal", explica o chefe substituto da DMG, Gilmar Leite. Antes da coleta do sêmen, o animal passa por uma série de exames sanitários, de identificação genética e desempenho zootécnico que asseguram a identidade e a qualidade do produto.
A DMG controla as centrais de coleta e processamento e o comércio de sêmen e de embriões no País. Também monitora os exames sanitários dos animais doadores desses produtos. O controle é a garantia de que o material adquirido contribuirá com segurança para o incremento genético dos rebanhos e da produtividade da pecuária nacional. Os estabelecimentos são obrigados a encaminhar, mensalmente à DMG, relatórios de produção e comercialização. Fiscais federais agropecuários do Mapa realizam auditorias nas empresas, em média, a cada seis meses.
Acesse o site do Mapa no endereço "www.agricultura.gov.br" para consultar os estabelecimentos registrados e os animais inscritos. Clique no link "Serviços" e, em seguida, em "Material genético animal".
As informações são do Mapa.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Argentina tem crescimento no setor de genética bovina
O negócio de genética na Argentina parece ser à prova de balas ou, o que é o mesmo, à prova dos vaivéns políticos e econômicos. Reprodutores em pé, sêmen e embriões são as três partes desse negócio que movimentou em 2008 cerca de US$ 4 milhões em exportações.
No entanto, o coordenador do Foro Argentino de Genética Bovina, Gonzalo Vidal, identificou as duas dificuldades que requerem uma solução mais urgente por parte das autoridades argentinas. O primeiro problema surge devido ao fato de os funcionários locais "só equipararem a exportação de genética com a de carne bovina, de forma que devemos cumprir com os mesmos requisitos quando na realidade são duas coisas diferentes". A situação se complica ainda mais quando o que se exporta são reprodutores em pé. "Os funcionários públicos nem sempre entendem que quando vendemos um touro de pedigree seu destino final é a reprodução e não o consumo. Nossas vendas estão sujeitas à outorga de um Registro de Operações de Exportação (ROE), ainda que, por sorte, estejamos excluídos da obrigação de cumprir com o encaixe (restrição às exportações impostas pelo Governo argentino aos cortes de carne)".
O segundo problema está vinculado à "falta de iniciativa" oficial para fazer uma estratégia comercial para a genética argentina. "Seria muito bom se, assim como há um organismo para promover a carne bovina, houvesse um instituto para a promoção da genética argentina".
A esses dois problemas internos, Vidal somou uma terceira dificuldade mas, desta vez, relacionada com as políticas internas de outros países. Nesse sentido, ele considerou que a condição da Argentina de país livre de aftosa com vacinação "ameaça muitas vezes as exportações, porque alguns países proíbem a entrada de nossos produtos citando questões sanitárias, quando na realidade se trata de barreiras não tarifárias".
Vidal disse que a Argentina é um reservatório muito interessante de raças para os compradores externos, que encontram na genética do país a possibilidade de diversificar suas raças. O aumento das exportações, que se multiplicaram por dez durante a última década, confirma isso.
No caso das exportações de sêmen, por exemplo, as vendas cresceram de 52.832 doses em 1997 para 512.509 doses em 2008. Essas vendas geraram uma receita de cerca de US$ 1 milhão. Do total das exportações de sêmen concretizadas em 2008, 62% tiveram como destino o Brasil. O Paraguai ficou com 20% e o Uruguai com 11%, ocupando o segundo e o terceiro lugar, respectivamente.
No caso dos embriões, chegou-se a exportar cerca de 7.000 em 2008, quando em 1999 só tinham sido exportados 576 embriões. O faturamento dessa categoria cresceu de quase US$ 158.000 para US$ 1,1 milhão. No caso das exportações de reprodutores em pé, o faturamento cresceu de US$ 50.000 em 2003 para mais de US$ 2,3 milhões em 2008. Os dados são de um trabalho apresentado pelo diretor da BioGenetics Argentina SA, Mariano Etcheverry, no Foro de Genética Bovina organizado em julho passado.
O desafio dos criadores de raças como Hereford, Brangus e Braford, por exemplo, e dos quase 20 centros de genética, disse Vidal, está em conquistar novos mercados, entre os quais, os mais atrativos são China e Rússia.
A reportagem é do Infocampo, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.
No entanto, o coordenador do Foro Argentino de Genética Bovina, Gonzalo Vidal, identificou as duas dificuldades que requerem uma solução mais urgente por parte das autoridades argentinas. O primeiro problema surge devido ao fato de os funcionários locais "só equipararem a exportação de genética com a de carne bovina, de forma que devemos cumprir com os mesmos requisitos quando na realidade são duas coisas diferentes". A situação se complica ainda mais quando o que se exporta são reprodutores em pé. "Os funcionários públicos nem sempre entendem que quando vendemos um touro de pedigree seu destino final é a reprodução e não o consumo. Nossas vendas estão sujeitas à outorga de um Registro de Operações de Exportação (ROE), ainda que, por sorte, estejamos excluídos da obrigação de cumprir com o encaixe (restrição às exportações impostas pelo Governo argentino aos cortes de carne)".
O segundo problema está vinculado à "falta de iniciativa" oficial para fazer uma estratégia comercial para a genética argentina. "Seria muito bom se, assim como há um organismo para promover a carne bovina, houvesse um instituto para a promoção da genética argentina".
A esses dois problemas internos, Vidal somou uma terceira dificuldade mas, desta vez, relacionada com as políticas internas de outros países. Nesse sentido, ele considerou que a condição da Argentina de país livre de aftosa com vacinação "ameaça muitas vezes as exportações, porque alguns países proíbem a entrada de nossos produtos citando questões sanitárias, quando na realidade se trata de barreiras não tarifárias".
Vidal disse que a Argentina é um reservatório muito interessante de raças para os compradores externos, que encontram na genética do país a possibilidade de diversificar suas raças. O aumento das exportações, que se multiplicaram por dez durante a última década, confirma isso.
No caso das exportações de sêmen, por exemplo, as vendas cresceram de 52.832 doses em 1997 para 512.509 doses em 2008. Essas vendas geraram uma receita de cerca de US$ 1 milhão. Do total das exportações de sêmen concretizadas em 2008, 62% tiveram como destino o Brasil. O Paraguai ficou com 20% e o Uruguai com 11%, ocupando o segundo e o terceiro lugar, respectivamente.
No caso dos embriões, chegou-se a exportar cerca de 7.000 em 2008, quando em 1999 só tinham sido exportados 576 embriões. O faturamento dessa categoria cresceu de quase US$ 158.000 para US$ 1,1 milhão. No caso das exportações de reprodutores em pé, o faturamento cresceu de US$ 50.000 em 2003 para mais de US$ 2,3 milhões em 2008. Os dados são de um trabalho apresentado pelo diretor da BioGenetics Argentina SA, Mariano Etcheverry, no Foro de Genética Bovina organizado em julho passado.
O desafio dos criadores de raças como Hereford, Brangus e Braford, por exemplo, e dos quase 20 centros de genética, disse Vidal, está em conquistar novos mercados, entre os quais, os mais atrativos são China e Rússia.
A reportagem é do Infocampo, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
A raça East Friesian tem seu registro oficial pelo Ministério de Agricultura

East Friesian é uma raça de ovinos de tripla aptidão, destacando-se como sendo a mais leiteira do mundo, com produções de até 4 litros/dia em animais de excelente genética. A raça, bastante antiga, provém de uma seleção de mais de 600 anos na Alemanha (Leste da região de Frísia), seleção esta dirigida para apurar sua aptidão leiteira.
A raça foi recentemente introduzida de forma oficial, atendendo todas as exigências legais e especialmente com a aprovação da Arco, a qual, após verificar e avaliar os benefícios que certamente trará ao rebanho nacional, aprovou seu ingresso no Brasil.
A Arco também, a pedido da Associação Brasileira de Criadores de East Friesian, obteve junto ao Ministério da Agricultura a autorização de abertura de livro de registro genealógico da raça East Friesian, isto em 1º de outubro deste ano, o que representa um grande passo para o desenvolvimento da raça.
Hoje, a Fazenda Valle das Fadas, pioneira na introdução desta raça no Brasil, de forma oficial, inicia seu criatório com excelentes ovelhas e carneiros puros, com controle de suas progênies.
As características desta raça são:
- Lanadas no corpo;
- Deslanadas na cabeça, pernas e rabo;
- Face, orelhas, nariz e entorno dos olhos, cor de rosa;
- Orelhas voltadas para a frente;
- Rabo pelado;
- Excelente aptidão materna, com temperamento alegre e dócil, aceitando com facilidade que os cordeiros de outras mães se amamente nelas;
- Facilidade de parto, sendo frequente partos duplos e até mesmo quadruplos;
- Engorda rápida de cordeiros (Estão sendo utilizadas na Nova Zelândia para cruzamentos em rebanhos destinados a produção de carne, por serem boas leiteiras e de grande porte, com boa massa muscular).
Assim, pelas características desta raça, acreditamos que sua introdução no Brasil, abrirá um novo mercado no setor de ovinocultura, para produção de leite destinado a queijaria fina, de alto valor agregado.
Lembrando que, com apenas 5 litros de leite se produz 1 kg de queijo, no valor de aproximadamente, R$120,00 a R$150,00/kg.
A Associação Brasileira de Criadores de East Friesian e Fazenda Valle das Fadas, se colocam à disposição de todos que se interessarem por esta raça, para todos os esclarecimentos e orientações necessárias.
As informações são de Carlos Schmidt, presidente da Associação Brasileira de Criadores de East Friesian, adaptadas pela Equipe FarmPoint.
Assinar:
Postagens (Atom)